Arquivo para março 2012

Vôlei, música e massagem

Hoje o tempo estava fresco e nublado ótimo para atividades físicas. Começamos o dia com um alongamento coletivo com as crianças. Depois as dividimos em dois grupos. Um grupo foi para a sala D6 e outro ficou na quadra.
O grupo que foi para a sala era constituido por crianças com menor desenvolvimento muscular e motor. Montamos uma sala com músicas relaxantes e calmas. Lá, os voluntários trabalharam com diversos objetos: penas, pincéis, bolas de tênis, bolas de massagem, tecidos e elásticos. Através dos utensílios estimulamos o lado sensorial das crinaças. Tiramos seus sapatos e meias e deitamos elas em colchonetes. Começamos com o estímulo ao tato por meio do toque de penas e pincéis, depois as crinças foram colocadas em lençóis e montamos uma espécie de rede e passeamos pela sala para proporcionar novas sensações. Sentindo o toque macio do lençol e a brisa leve elas sorriam e se divertiam. Então fizemos um alongamento e relaxamento com a bola e uma atividade com elástico para desenvolvimento muscular. Todas essas atividades além de promover melhoras na coordenação motora e incentivo muscular, promovem maior aceitação e aproximação do próximo.
Já o grupo que ficou na quadra, participou de uma aula de fundamentos básicos do vôlei. Lá as crinaças que dispunham de maior movimentação muscular jogaram bola a manhã inteira. Primeiro ensinamos o toque, a manchete, o bloqueio e o corte. O tempo ameaçou chover então descemos para a quadra coberta e partimos para o saque. No final estavam todos animados para o jogo. Formaram dois times: o “Brigadeiro” e o “Os Poderosos Pokemons”. Duas partidas super divertidas se sucederam e então fomos todos para o lanche. As atividade feitas em quadra visavam melhorar o condicionamento físico, a coordenação motora e proporcionar um treino para a musculatura e movimentação das crinaças.
Os pais passaram o dia inteiro em uma sessão de psicodrama.
Sentimos a falta de muitos voluntários já inscritos nesse dia.
E esse foi mais um sábado de risos e desenvolvimento dos nossos pequenos!

Karina Rie


Para acessar as fotos do dia 24 de março, clique aqui.

Pequenos grandes feitos

Nesse ultimo sábado, dia 17/03, duas voluntárias fizeram quase um milagre:
A Bia não chorou. Isso mostra que, a cada dia, as crianças estão evoluindo
e se desenvolvendo cada vez mais. A Emily também perdeu o medo de bola e já conseguiu jogar vôlei com as outras crianças!

É com esses pequenos grandes feitos que as crianças vão crescendo e aprendendo a interagir mais. E ver isso, participar desse crescimento é uma das coisas mais gratificantes do mundo. Assim como ver o sorriso no rosto da Edna ao ser puxada dentro do lençol.

Dia 17 também teve o mutirão das tampinhas de latinhas. A cada 150 garrafas
cheias de lacres de latinhas, a VIDAS consegue uma cadeira de rodas. Muitas
pessoas ignoram ou acham esse projeto bobo, mas ele é, na verdade, muito
importante. Uma cadeira de rodas pode significar muito na vida de alguém.
Talvez não na sua, mas na outra pessoa, sim. Eu gostaria de pedir que você,
leitor, nos ajudasse e, sempre que possível, colocasse esses lacres nas
garrafas PET que estão sempre na cantina. Essa é um iniciativa muito
importante.

As crianças, no ultimo sábado, foram separadas em dois grupos. Um ficou
dentro da quadra Tênis de Mesa, brincando com bolinhas, fazendo massagem, deitadas em colchonete estimulando o lado sensorial.  A atividade mais legal para as crianças foi a rede. As professoras e os voluntários colocavam a criança dentro do pano de uma rede, levantavam e balançavam. Todas elas adoraram. Já do lado de fora, na quadra 2, a brincadeira foi de bola. As crianças treinaram saque, passaram a bola umas para as outras e depois jogaram vôlei, sentadas.

Enquanto isso, as mães estavam com a professora Patricia em outra sala discutindo e assinando um novo termo de compromisso delas com a ONG VIDAS e vice versa.

Depois de toda essa atividade, teve, é claro, o lanche. Com direito a sanduíche, bolo, biscoito e suco de uva. Resumindo, o sábado foi ótimo, todos se divertiram muito e o dia foi muito produtivo.

Isabela Baptista

Para acessar as fotos do dia 17 de março, clique aqui.

Entrevista com as mães

O Projeto VIDAS vem ajudando diversas famílias e crianças com deficiência física. O conhecimento da ONG por parte das mães se dá, principalmente, “de boca em boca”. Mas isso não é o suficiente, a maior colaboradora é a internet, que informa muito mais, e melhor.

Para alguns pais, o projeto foi a primeira organização não governamental que ajudou seus filhos a vencer as barreiras de suas deficiências. Além de ajudar seus filhos, os pais se divertem, e interagem entre si. Eles conseguem ver seus filhos felizes, cheios de melhorias, e ainda por cima conseguem um momento de descontração no Projeto Família.

Desde sua criação, muitos aderiram ao projeto e muitas mães já sentem as melhorias em seus filhos. “A Bia já consegue interagir mais. Entrei no fim de 2011, então ainda são poucas as melhoras”, disse Fabiani, mãe da Bia. Muitos pais dizem que outras evoluções são a independência, a melhor comunicação e a perda de timidez.

E apesar de haver muitas crianças com as mesmas deficiências e necessidades, cada criança tem uma observação a mais, alguma especificidade, cada criança é única.

Abaixo seguem algumas entrevistas com mães que relatam a diferença que a participação de seus filhos na VIDAS tem feito na vida dos mesmos

Cleide, mãe da Emilly

1 – Como você conheceu o Projeto VIDAS?

Conheci através da internet.

2 – Há quanto tempo sua filha está aqui?

Há 8 meses.

3 – Qual é a deficiência dela?

Mielomeningocele, uma má formação da coluna.

4 – Quais foram as melhoras dela, desde a entrada no projeto?

Acho que a independência, ela está conseguindo brincar sozinha agora.

5 – Antes do VIDAS, você já tinha recorrido a outra ONG?

Sim, já havia recorrido a outra ONG.


Fabiani, mãe da Bia

1 – Como você conheceu o Projeto VIDAS?

Uma colega me apresentou o VIDAS e eu fui ver direitinho na internet.

2 – Há quanto tempo sua filha está aqui?

Ela está aqui desde novembro, outubro, finzinho do ano passado.

3 – Qual é a deficiência dela?

A Bia é autista e tem deficiência intelectual moderada.

4 – Quais foram as melhoras dela, desde a entrada no projeto?

A Bia já consegue interagir mais. Entrei no fim de 2011, então ainda são poucas as melhoras.

5 – Antes do VIDAS, você já tinha recorrido a outra ONG?

Não, o VIDAS foi a primeira.


Maria Regina, avó do Manoel Tadeu

1 – Como você conheceu o Projeto VIDAS?

A Neuza e a Marinalva me falaram do projeto.

2 – Há quanto tempo seu neto está aqui?

Ele está aqui já um ano.

3 – Qual é a deficiência dele?

Ele tem hidrocefalia e paralisia cerebral.

4 – Quais foram as melhoras dele, desde a entrada no projeto?

Ele consegue andar melhor com a cadeira de rodas.

5 – Antes do VIDAS, você já tinha recorrido a outra ONG?

Não, ela foi a primeira.


Luciene, mãe da Kelly

1 – Como você conheceu o Projeto VIDAS?

Eu conheci por uma amiga.

2 – Há quanto tempo sua filha está aqui?

Ela está aqui há dois anos.

3 – Qual é a deficiência dela?

A Kelly é deficiente auditiva.

4 – Quais foram as melhoras dela, desde a entrada no projeto?

Ela está bem mais comunicativa depois que a gente veio pro VIDAS.

5 – Antes do VIDAS, você já tinha recorrido a outra ONG?

Não, foi a primeira.


Rosimari, mãe do Guilherme

1 – Como você conheceu o Projeto VIDAS?

Foi por uma terapeuta do Lar Escola São Francisco.

2 – Há quanto tempo seu filho está aqui?

Ele está aqui há dois anos.

3 – Qual é a deficiência dele?

Ele tem hidrocefalia, paralisia cerebral e baixa visão.

4 – Quais foram as melhoras dele, desde a entrada no projeto?

O Gui está bem mais independente.

5 – Antes do VIDAS, você já tinha recorrido a outra ONG?

Sim, já havia feito isso.


Maria Neuza, mãe do David

1 – Como você conheceu o Projeto VIDAS?

A Marinalva me apresentou o VIDAS.

2 – Há quanto tempo seu filho está aqui?

Ele está aqui há dois anos.

3 – Qual é a deficiência dele?

Ele tem PC (paralisia cerebral).

4 – Quais foram as melhoras dele, desde a entrada no projeto?

Acho que a convivência. Ele consegue se soltar mais, com outras pessoas além de mim.

5 – Antes do VIDAS, você já tinha recorrido a outra ONG?

Não, essa é a primeira.


Elialdo, padrasto da Eduarda

1 – Como você conheceu o Projeto VIDAS?

A mãe dela conheceu por amigas, que falaram sobre o projeto.

2 – Há quanto tempo sua enteada está aqui?

Já fazem dois anos.

3 – Qual é a deficiência dela?

Ela é deficiente auditiva e é PC.

4 – Quais foram as melhoras dela, desde a entrada no projeto?

Ela tem mais intimidade com o pessoal do VIDAS, ela interage mais.

5 – Antes do VIDAS, você já tinha recorrido a outra ONG?

Não, foi a primeira.


Noemia, avó do Fernando

1 – Como você conheceu o Projeto VIDAS?

Uma amiga me falou sobre o projeto.

2 – Há quanto tempo seu neto está aqui?

Ele está aqui há dois anos.

3 – Qual é a deficiência dele?

Ele é deficiente visual, auditivo, e mudo. O Fê é surdo-cego

4 – Quais foram as melhoras dele, desde a entrada no projeto?

Ele está mais comunicativo, está aceitando mais as brincadeiras.

5 – Antes do VIDAS, você já tinha recorrido a outra ONG?

Não, ela é a primeira.

Laura Trimer e Stephanie Sampaio

Parabéns VIDAS!

No dia 10 de marco de 2012, a VIDAS comemorou dois anos de história, marcados por muita dificuldade, mas, ao mesmo tempo, muita alegria e superação. É com muita satisfação que os organizadores e voluntários da VIDAS celebraram o sucesso da organização, que deve crescer ainda mais em 2012.

A VIDAS começou diante de uma insatisfação de Patrícia Goloni, professora do Colégio Bandeirantes, que queria colocar Gabriel, seu filho cadeirante, em contato com crianças como ele. Para a fundadora da ONG, é importante conviver com seu diferente, mas também com seu semelhante e o Gabriel não convivia com nenhum outro portador de deficiência. Sendo assim, Patrícia procurou um lugar de convivência lúdica e esportiva para ele e não encontrou. Desta forma, resolveu criar a ONG, utilizando uma quadra de esportes do Colégio Bandeirantes, pela certeza de que criança especial também pode brincar.  Nesses dois anos, Patrícia se dedicou arduamente para que a VIDAS pudesse trazer alegria todos os sábados às crianças portadoras de necessidades especiais que atendia. Houve grandes barreiras a serem superadas por ela, mas com muita fé e otimismo, a professora conseguiu manter a ONG até essa comemoração e pretende mantê-la por muitos anos mais. “A alegria da Patrícia é contagiante, parece que só a vontade que ela tem de fazer as crianças felizes já as deixa feliz” afirmou Fabiana, mãe de Beatriz (portadora de múltipla deficiência).

Numa festa com muitos doces, salgadinhos e refrigerante, as crianças da VIDAS se divertiam com brincadeiras, música e jogos com os amigos e voluntários da ONG. As crianças estavam distribuídas em várias rodinhas de jogos como lego, boliche, mini-basquete e alguns até tentaram tocar violão. Felicidade transbordando no coração das crianças.

Paralelamente, as mães e alguns pais conversavam entre si, faziam piada e riam, era um ambiente muito descontraído e feliz para todos. Ao conversar com as mães, a repórter Bruna Martines constatou a nitidez de como o trabalho da VIDAS influencia na alegria das mães. “Além das atividades propostas para nós aqui, podemos aprender sobre outras deficiências e conviver com outras mães, é tudo muito bom” disseram Regina e Rosa, mãe de Guilherme e avó de Manuel respectivamente (ambos com hidrocefalia). Regina encerrou rindo  “amo a VIDAS, só saio daqui quando a Patrícia me obrigar a ir embora”.

Em entrevista ao blog, o Padrinho da VIDAS, José Machado, ressaltou a importância do projeto para a equipe e para os voluntários, que aprendem a conviver com o diferente, e as conquistas da ONG, que a um passo de cada vez ajuda não só as crianças como também, por meio da campanha dos lacres de latinhas, doou uma cadeira de rodas recentemente para um senhor de fora da organização. Segundo ele, com a experiência de trabalhar com as crianças, ganha-se mais do que se dá.

Em suma, a festa da ONG foi um sucesso e encerrou com um grande bolo e todos cantando parabéns. Que venham mais conquistas, desafios e, claro, comemorações para a organização! Feliz Aniversário, VIDAS!

Bruna Martines e Gabriel Fabri

Para acessar as fotos do dia 10 de março, clique aqui.

 

2 anos de conquista

Patrícia Goloni, professora de inglês do Colégio Bandeirantes e fundadora da ONG VIDAS, concedeu uma entrevista exclusiva ao blog durante a comemoração de dois anos de sua organização. Muito animada, Patrícia se abriu e contou para a gente um pouquinho sobre esses anos tocando o projeto. Confira:

· A VIDAS faz dois anos hoje. Como você se sente com o sucesso da ONG?

 A sensação é de alegria e de conquista. O mais importante que conquistamos foi a confiança das pessoas, já que nós não tínhamos experiência nessa área, então todo mundo aprendeu. Eu sou professora de inglês e não administradora de ONG. Ter ganhado a confiança das pessoas num projeto novo como a VIDAS é a maior alegria que comemoramos hoje.

 · Qual foi o maior desafio durante esses dois anos?

 Mostrar para as pessoas que mesmo não tendo experiência, nós éramos sérios nos nossos princípios e propósitos. Conquistar espaço no Colégio Bandeirantes e sua confiança foi nosso maior desafio e é um grande orgulho ter essa instituição como o nosso maior apoiador.

 · O que você espera da Vidas nos próximos anos?

 A gente atende hoje dezessete crianças e vamos chamar algumas da lista de espera para chegar a 25. Meu sonho número um é chegar até 100, com a equipe apropriada para atender esse número. O segundo sonho é fazer o projeto em outras escolas, expandindo-o e envolvendo outros alunos.

 · Qual a importância do trabalho voluntário de seus alunos e ex-alunos para você?

 Eles são o grande motor de tudo isso, nós precisamos de suas ideias, juventude e ajuda. Saber que eles daqui a alguns anos, quando estiverem no mercado de trabalho, vão olhar para uma pessoal especial com um olhar diferenciado, que acredita que ele tem força e é capaz, nos inspira ao ver que contribuímos para uma sociedade mais justa e mais inclusiva.

· Que mudanças você notou no seu filho? O que a ONG significa para ele e para sua família?

Não vou dizer que ter filho especial é legal, divertido e fácil, não é nenhum dos três. Não só pela deficiência física, mas pela personalidade. Criança especial tem uma personalidade difícil, o que acaba sendo um maior desafio do que a deficiência. Com a VIDAS, aprendi a ver o Gabriel [seu filho] com outros olhos. Ele é muito mal educado, não sei de onde tira as besteiras que fala, mas depois da experiência da ONG, continuo dando as mesmas broncas, mas penso “pelo menos ele fala”. A minha relação com ele mudou muito e a de dele com ele mesmo também, agora ele se sente parte de um grupo, agora tem amigos. Vejo pequenas mudanças no comportamento dele, e de outras crianças da VIDAS, que valem a pena.

Gabriel Fabri

Reunião – ATENDE

No dia 03 de março, no Colégio Bandeirantes, as mães integrantes do projeto VIDAS estiveram em contato com Fabiana Cristina (coordenadora de eventos), Maria José (coordenadora operacional) e Maurício (motorista), integrantes do Serviço de Atendimento Especial – Atende, podendo assim esclarecer dúvidas quanto ao sistema de transporte que é disponibilizado pela Prefeitura de São Paulo.

O serviço ATENDE disponibiliza três tipos de atendimento para usuários com problemas severos de mobilidade:

– Atendimento Regular: disponibilizado 5 (cinco) dias da semana, de 2ªa 6ª feira, para até 2 (dois) destinos distintos.

– Atendimento Eventual – disponibilizado 1 (uma) vez mês para consultas médicas e exames, devendo ser solicitado tal serviço com no mínimo 20 (vinte) dias de antecedência.

– Atendimento Eventos – disponibilizado para instituições cadastradas, para eventos específicos. Este serviço é acordado com a ATENDE e a instituição, sendo portanto, um serviço diferente do serviço regular que é agendado diretamente pelo usuário.

A coordenadora Fabiana explicou que o Atendimento EVENTOS foi criado para grupos de usuários, tendo as vans, em geral 6  (seis) bancos.O usuário tem que sair de uma residência previamente indicada, não podendo sair de lugares incertos como pontos, estabelecimentos comerciais, dentre outros.  A regra é que haja 1 (um) acompanhante para cada criança. Em situações excepcionais pode haver a necessidade de mais um acompanhante para a criança. Neste caso deve haver uma solicitação, claramente justificada da instituição, que será apreciada e decidida pela ATENDE. As mães que possuírem filhos de até 2 (dois) anos podem também transportá-los no colo, além de acompanhar a criança com necessidades especiais.

O atendimento “EVENTOS” é realizado aos finais de semana, sendo aos sábados até às 18:00 horas e aos domingos até às 17:00 horas.

Em virtude dos problemas relatados pelas mães quanto ao tempo demorado entre os deslocamentos foi esclarecido que não há fixação de tempo máximo  dentro das vans, pois o serviço visa atender todos os usuários indicados pela instituição. Ressaltou-se contudo, que é possível o próprio usuário solicitar o atendimento da van REGULAR, tendo como segundo destino na semana o evento de que ele participará.

O serviço ATENDE é disponibilizado somente no Município de São Paulo, não estando disponível para usuários e eventos em outros Municípios.

CANCELAMENTO DO SERVIÇO:

O atendimento regular pode ser cancelado pelo tel. 0800-155234 das 7:00 às 19:00 hs.

O cancelamento do atendimento eventos deve ser feito pela instituição (VIDAS) – ou seja: as mães devem avisar com antecedência ao representante da ONG e então a ONG comunica o cancelamento ao ATENDE pelo tel. 2796-3299, das 5:00 às 22:00 hs.

A instituição que utiliza o serviço Eventos deve encaminhar a lista dos usuários a serem atendidos com no mínimo 7 (sete) dias de antecedência do evento. Em períodos de tempo muito curtos não há possibilidade de cancelamento, nesta  hipótese, o motorista irá se dirigir ao endereço indicado mesmo que o usuário não precise mais do serviço, o que acaba acarretando atrasos e o mau uso do serviço disponibilizado. Deve-se, portanto, buscar  uma melhor programação dos usuários de modo a, com antecedência, avisarem a instituição sobre seu não comparecimento em determinada data, evitando assim prejuízo ao serviço disponibilizado, aos demais usuários e inclusive a instituição que pode ser penalizada  pelo excessivo número de faltas.

Alessandra Aires

Um ano cheio de expectativas

03 de Março de 2012

A VIDAS começou o ano com muitos voluntários, todos bem dispostos a trabalhar conosco. Primeiramente fizemos um exercício de alongamento onde usamos bola e colchonetee promovemos um pouco mais de proximidade entre os participantes de seus novos voluntários. Em seguida todos foram para a quadra onde nossas crianças pintaram com tinta guache um painel para o aniversário de 2 anos da ONG Vidas. Todos se divertiram e se sujaram muito. A guerrinha de água com bexigas e arminhas, nesse calor, foi um sucesso! Terminamos as atividades em quadra com muitos sorrisos e muitas amizades novas!

Enquanto as crianças estavam se divertindo com água e tinta, as mães, avós, mães de coração e alguns pais estavam em uma reunião de esclarecimento de dúvidas com representantes do ATENDE (Serviço de Atendimento Especial). Este serviço de transporte oferecido pela prefeitura de São Paulo atende regularmente usuários com problemas severos de mobilidade física. Assim, os usuários podem ir para qualquer lugar dentro do município de São Paulo com a assistência da prefeitura e de sua parceira, SP trans.

Com certeza uma das maiores dificuldades no ATENDE é a falta de rotas, principalmente em eventos, onde, os destinos são mais variados. Este problema pode levar o beneficiado a passar horas no trânsito ou até mesmo a retirada de determinado usuário daquela rota. “ É muito doloroso para mim quando eu recebo uma lista e tenho que retirar um usuário ” disse a funcionária do ATENDE, Fabiana Cristina Issaho, “ a vontade do ATENDE é atender a todos, e para isso, é necessário fazer alguns sacrifícios”.

Quando questionada a respeito das expectativas para o ano de 2012, a coordenadora operacional das regiões Sul e Oeste, Maria José Terezinha dos Santos, contou que o serviço possui grande expectativa de crescimento de veículos e funcionários para conseguirem atender uma maior demanda de usuários.

Por fim entrevistamos André Bolini (2B1) e Víctor Domene (2E1)  que ficaram auxiliando a Duda nas atividades e resolvemos perguntar aos novatos como foi a experiência levantando 3 questões:

1 – Você sentiu alguma dificuldade em lidar com a criança? Quais?

“Bem, a Duda não interagia muito com a gente no começo, então ficávamos meio sem jeito. Depois de algumas tentativas conseguimos risadas e ficou mais fácil de brincar com ela.”

2 – Oque você achou do seu 1º dia com a ONG Vidas?

“Gostamos muito e nos divertimos muito, foi como voltar a ser criança de novo. Recomendamos para todos!”

3 – Quais as suas expectativas para esse ano com o trabalho na VIDAS?

André: “Pelo primeiro contato, eu já vi que vai ser algo que vai tanto ajudar bastante as crianças quanto a mim mesmo”

Víctor: “eu espero aprender a lidar melhor, me adaptar ao mundo das pessoas, o que me ajudaria inclusive a melhorar como ser humano e cidadão, além de, também, fazer amigos, porque o trabalho voluntário, pelo que eu senti no primeiro dia, todo mundo é amigo de todo mundo; então acredito que até o fim do ano, terei várias novas pessoas, sejam voluntários ou os participantes em si, ou até mesmo da equipe da administração, como amigos”

Esperamos mais sábados divertidos como esse!

Juliana Reimberg e Karina Rie Ishida

Para ver as fotos das atividades do dia 03 de março, clique aqui.