Arquivo para maio 2011

Unidos pelo bem – parte 2 – A cesta de 3 pontos

por Patricia Goloni Lolo

Queridos times de basquete do Band,

temos algo em comum. Acreditamos na bola, no seu imenso poder….poder de união, motivação, superação. Poder de construir, emocionar, poder mobilizador, poder sublime!! A bola une vocês, nos une, une nossas crianças, que, mesmo sem sequer poderem chutá-la, lançá-la, enxergá-la, ouví-la…podem profundamente sentí-la.

Assim com sentem esse incrível poder, motivado por nada menos do que um incrível amor, nossas crianças sentiram e sentirão, através de mim (que me faço mensageira), o imenso carinho de vocês, jogadores de basquete. A linda doação de vocês nos ajudou muito!! O carinho contido nessa linda atitude ficará pra sempre em nossos corações.

E é por isso que, em nome das crianças da VIDAS, registramos aqui nosso MUITO OBRIGADO, e nossa enorme torcida e admiração!!

Patricia, em nome de toda a família VIDAS

                                           

Unidos pelo bem

Por Laura Soares de Freitas

Dia 30 de abril de 2011 com certeza foi um dia marcante para a 3H1. Desde março estávamos pensando em fazer algum tipo de doação de ovos de páscoa… mas como? Onde? E pra quem? Foi num dia deste mesmo mês que veio a Carol com a sugestão de irmos à VIDAS e, além de entregar os ovos, fazermos algum tipo de confraternização para a 3H1, que sempre era vista como extremamente desunida. Unimos o útil ao agradável. Na teoria, porque com certeza a prática foi bem mais que isso.

Mesmo depois de um simulado cansativo, muitos se empenharam na organização de tudo que havíamos planejado. Ainda era cedo, só o Gabriel, filho da Patrícia Goloni Lolo, da teacher, tinha chegado, então surgiu a idéia de jogarmos futebol com ele. Muitas meninas contra poucos meninos… perdemos, mas foi muuuuito divertido. Outras crianças da VIDAS chegaram, começamos a organizar a ‘Caça aos ovos’, e logo logo já estávamos todos brincando juntos. Foi impossível resistir àqueles sorrisos das crianças quando achavam seus  ovos. O Manoel, que estava sendo guiado em sua cadeira de rodas por mim e pela Juliana, ficou tão feliz que até mordeu a embalagem do seu ovo.

Depois da brincadeira, foi a hora de começarmos as atividades. Eu fiquei na pintura, mas, vira e mexe, ia aos outros lugares ver o que estava se passando. Daí até o final foi realmente muito lindo. Muitas concordaram e concordarão: os meninos estavam extremamente fofos como ‘cuidadores’. Refleti muito, e vi que todo mundo tem o seu lado sensível às crianças especiais. Após um certo tempo pintando com a Kelly, que é deficiente auditiva, eu e a Gabriela Carvalho já conseguíamos entender e sermos entendidas. Todo mundo já tinha um entrosamento incrível e isso me fez perceber que não há limites para a comunicação. Vi o Felipe, que é deficiente auditivo e também não fala, pedindo msn e orkut a alguns dos meninos da nossa turma. Como? Escrevendo num papel, simplesmente.

Essa experiência me fez pensar sobre muita coisa. Talvez, a visão que a sociedade tem sobre a deficiência seja equivocada. Crianças assim são freqüentemente mais felizes e agradecidas… elas fazem todos ao redor aprenderem muito! Conviver com elas nos trouxe com certeza um dia muito marcante e só temos a agradecer à VIDAS pela receptividade.

MUITO OBRIGADA!

Lara Deus

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