Arquivo para março 2011

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Atleta Fernando Fernandes visita a VIDAS

Sábado, dia 19 de março de 2011, a VIDAS recebeu a visita de Fernando Fernandes. O Fernando é Campeão Brasileiro de Canoagem K1 200metros, Campeão Sul-americano de Canoagem K1 200m e Campeão Mundial de Canoagem K1 200m. E aceitou nosso convite para ser padrinho da VIDAS.

Durante um break nas atividades, a equipe VIDAS teve um bate papo muito legal para conhecer e apresentar, para quem ainda não ouviu falar e nem viu suas fotos propaganda, o futuro padrinho da ONG.

Fernando tem 29 anos, nasceu em 28 de março de 1981. Já fez diversos trabalhos como modelo em paralelo ao esporte, além de participar do reality show “Big Brother Brasil 2” em 2002. Há um ano e meio, o modelo sofreu um acidente e acabou perdendo a sensibilidade das pernas e se encontra em uma cadeira de rodas. Atualmente, trabalha com esporte adaptado, e conta um pouco aqui sobre sua vida, desde antes do BBB até hoje.

-Qual sua profissão antes de entrar no BBB ?

Eu sempre trabalhei como modelo, e tinha o esporte como atividade paralela. Joguei futebol profissional um bom tempo, depois  parei e iniciei o Box profissional, 12 anos de treino. Foi quando eu entrei no programa.

– Como foi sua passagem pelo programa?

A minha passagem pelo Big Brother foi super rápida, não mudou muita coisa. Foi muito divertido, um break, tive pra mim como férias.

– Sua vida pós BBB?

O programa nunca foi usado como parâmetro em relação a minha vida, foi algo rápido e logo depois retomei a minha vida como era antes. Eu considero que ter morado fora, conhecer diversas culturas foi muito mais importante. Devido ao meu trabalho como modelo, e por causa do esporte também, cheguei a morar em Los Angeles, Nova York, San Diego, Atenas… Essas experiências sim foram fantásticas pra mim.

– Como foi seu acidente?

Há um ano e meio, aproximadamente, eu sofri um acidente de carro. Eu acabei batendo e estava sem o cinto de segurança. De imediato, não dá pra saber exatamente a lesão causada, aliás, você não sabe exatamente nunca. Você vai descobrindo aos poucos. A minha lesão foi na t12, e aos poucos eu fui recuperando alguns movimentos, mas tive que aceitar que é algo difícil, provavelmente definitivo.

– E como você seguiu a vida depois disso?

Logo depois do acidente me encontrei no meio de dúvidas, claro. É atordoante. Mas em momento algum pensei em desistir, eu pensei “Bom, o que eu posso fazer agora?”… Eu acho que você nunca deve pensar no que não pode fazer. Até porque, eu sou o autor do meu livro, da minha vida, e assim como toda pessoa, cabe a mim decidir se vai ser uma história feliz ou triste. Eu particularmente prefiro uma história feliz, com muita emoção.

Bom, pra você ter uma idéia, com três meses de lesão eu decidi correr a maratona São Silvestre. Comecei a treinar, mas na verdade eu fui sem saber muito bem o que iria encontrar, o que eu teria que encarar. E acabei ficando em sexto lugar. Aí, eu fiquei tão feliz, e pensei “Cara, se eu cheguei aqui com 5 meses de lesão, mais nada me para.”

A partir daí comecei a pesquisar sobre esportes adaptados pela internet mesmo, mas nada me interessava muito. Aí pensei na canoagem, já havia praticado, mas por hobby.

-Teve dificuldades para se adaptar à canoagem?

Na verdade, o fato é que não havia adaptação pra canoagem, eu que acabei adaptando entre tentativas e erros, e alguns machucados RS. Duas pessoas que me ajudaram muito foram a Diana Nichimura, que me ajudou com a canoagem e meu treinador Paulo Barbosa, ele inclusive vai ser nomeado agora como treinador paraolímpico.

– Hoje, como você enxerga todas as coisas que aconteceram na sua vida em relação a sua carreira, ao acidente e etc?

Na verdade, eu nunca parei pra pensar muito nisso. Até porque quando a gente procura demais, às vezes acha o que não quer encontrar. Eu penso que se eu fizer muita pergunta sobre minha vida, eu posso achar respostas indesejadas.  O que eu fiz foi analisar os fatos e ver uma forma de continuar. Eu pude observar que houve uma inversão na minha vida: antes eu trabalhava como modelo e tinha o esporte em paralelo, atualmente, eu trabalho com esporte e tenho alguns trabalhos paralelos como modelo. E essa é a minha vida agora, não sei se estaria diferente se não tivesse sofrido o acidente, pode acontecer muita coisa pra mudar sua vida, não só um acidente ou a passagem por um reality show.

– E como você chegou até a VIDAS?

Eu recebi um convite da Patrícia, na verdade há um tempo que planejo vir aqui. E agora que vim, não tenho dúvidas de que é algo fantástico. A energia tanto das crianças quanto de todos os participantes é fantástica. Apoio, com toda a certeza.

O site do Fernando, que estará no ar em breve, é www.fernandofernandeslife.com.br

Para ver mais fotos das atividades do dia 19, clique aqui.

Visita emocionante

por Patricia Goloni Lolo

Parte 1 – Como muitos de vocês já sabem, a VIDAS começou porque eu não consegui achar um lugar para o Gabriel praticar esportes e conviver com pessoas como ele. O único lugar em São Paulo que oferece esse tipo de atividade, a ADD (Associação Desportiva para Deficientes) não aceitou novos participantes em 2009. E foi por isso que no fim de 2009, depois de muito brigar (literalmente até, como boa briguenta que sou) com o pessoal da ADD e não conseguir encaixar o Gabriel, eu decidi fundar a VIDAS. E começamos nossas atividades em 2010.

Então, de certa forma, a VIDAS começou por causa da ADD. Muito provavelmente, se eles tivessem aceitado o Gabirú como participante de suas atividades, eu não estaria agora escrevendo esse texto.

Parte 2 – em novembro de 2010, a querida Magic Paula, que é amiga da professora de Educação Física, Claudia Cris, disse à Claudia que queria nos doar uma cadeira de rodas esportiva. E pediu à ADD que providenciasse a cadeira. Foi aí que o meu caminho cruzou com o da ADD pela 2.a vez. Depois de trocas de email e envio de documentos, ficou acertado que a ADD não só nos doaria uma, mas várias cadeiras de rodas esportivas. E nesse sábado, dia 19, Eliane Miada e Sileno Santos (foto), da ADD, as duas principais vítimas dos meus furiosos telefonemas à ADD em 2009, vieram conhecer nossas atividades e acertar a doação das cadeiras.

Pra mim foi um momento emocionante e marcante. Eu não estaria ali sem o não deles em 2009. Eles vão nos doar cadeiras esportivas. O mundo dá muitas voltas. Ainda bem!!!

Obrigada Magic Paula. Obrigada Sileno e Eliane por terem indiretamente feito a VIDAS nascer.

para ver mais fotos das atividades do dia 19 de março, clique aqui