Arquivo para setembro 2010

VIDAS em Sorocaba

por Claudia Cristina Sacardo

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No sábado dia 25 de setembro nossas atividades aconteceram em Sorocaba… E a cada viagem, uma operação de guerra! Crianças, acompanhantes, voluntários, professores, cadeiras-de-rodas, caminhão, vans, listas, água, lanchinho…. É engraçado, mas é uma loucura, tamanha a quantidades de coisas que se leva junto num passeio desses…

DSC02326Fomos para Sorocaba para participar de um evento do centro de formação de atletas Vânia & Vanira… Foi uma tarde de muita brincadeira e comilança…  Teve basquete, vôlei adaptado, cama elástica, tobogã gigante, pipoca… e muitas crianças….  Mais ou menos umas 300, todas atendidas pelas escolinhas de basquete das duas irmãs que durante muitos anos, defenderam as cores do Brasil na seleção Brasileira.

No final do evento foram sorteados alguns prêmios… Todos foram reunidos no centro da quadra e receberam cupons numerados… A ansiedade das crianças era evidente: mãozinhas em oração, olhinhos fechados na torcida…. E a cada número sorteado um sorriso, um grito de alegria! Bolas de basquete, camisetas, agasalhos, bolsas de estudo… Nem todos saíram carregando presentes, mas todos foram premiados com ricas experiências… Nossas crianças, as crianças de Sorocaba e todos os adultos presentes vivenciaram uma tarde de integração e de convivência harmoniosa, aprendendo lições de solidariedade e respeito que só o esporte, muitas vezes, é capaz de ensinar.

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Reportagem na Revista Competir – Sports Marketing #02 – Julho 2010

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Faltei na VIDAS (e foi a primeira vez, e a primeira vez a gente nunca esquece…)

Bem, tudo o que eu NÃO quero é esquecer o dia 11 de setembro de 2010. Foi um dia especial…um dia de me dedicar à minha família (pelo menos depois das 11h da manhã…das 7h30 às 11h fiquei preparando a papelada para as atividades da VIDAS que ocorreram normalmente no Band…como minha equipe é muito especial e extremamente competente e dedicada, tudo correu super bem. Acho que nem notaram a minha falta….será???)

Voltando ao dia de me dedicar a minha família…..O Gabriel tinha uma apresentação de teatro nIMG_0264o Colégio Maria Imaculada, onde ele estuda. E eu não poderia ter ficado mais orgulhosa do meu pequeno: entrou no palco tocando sozinho sua cadeira de rodas, participou da coreografia da música do filme Ghostbusters (esse era o tema da peça), DSC02181falou tudo direitinho, alto e claramente, e tinha um dos papéis principais. Pelo menos é isso que eu consegui ver entre minhas inúmeras lágrimas de orgulho ao ver meu filho encarando esse desafio, orgulho do Maria Imaculada por confiar nele e dar-lhe um papel importante, orgulho dos amigos de classe por serem tão carinhosos com o Gabirú. Em outras apresentações que o Gabriel tinha participado em outras escolas, ele sempre tinha papel de idiota: em uma, ele foi o menino Jesus, que ficava parado e imóvel em uma bacia que supostamente era a manjedoura; em outra ele foi levado/retirado do palco no colo pela professora – por mais legal que ela tenha sido, se engatinhar era a realidade do Gabriel na época, por que é que ele não podia entrar no palco engatinhando??!!

(Gente, o Band sempre ocupará o 1.o lugar no meu coração, mas quero deixar registrado aqui que o Maria Imaculada é, sem sombra de dúvida, o 2.o colocado – quem acompanha a história do Gabriel, conhece esse capítulo. Depois de muitos “nãos” resultantes de uma exclusão escolar velada, irônica, doída, covarde e mentirosa, exclusão que subestima a inteligência, o afeto e a luta de nós mães, eu ouvi em janeiro desse ano a frase que sonhei ouvir nesses anos todos. Ouvi da Madre Carmen do CMI: “Patricia, eu não tenho muita coisa aqui na escola, não tenho rampas, não tenho muitos funcionários, não tenho alunos cadeirantes, mas eu quero esse desafio, eu quero que seu filho estude aqui, eu tenho boa vontade, eu quero aprender…você me ajuda, podemos trabalhar juntas, meu elevador não serve todos os andares, se eu construir uma rampa de madeira no lugar daqueles 4 degraus que você viu, você acha que é suficiente?” E é lá que, com muita alegria e passando todos os dias pela rampa de madeira, o Gabriel estuda hoje.
Isso sem contar o fato de que eles muito provavelmente vão nos emprestar a quadra para fazermos as atividades quando o ginásio do Band estiver sendo usado)

Como se já não tivesse tido emoção suficiente por um dia, fomos direto do CMI para a festa surpresa da minha mãe, a Toninha, que completou 70 anos (na verdade o aniversário dela foi ontem, dia 12). E foi uma grande surpresa mesmo: a cara dela foi incrível quando saiu do elevador e viu todas aquelas pessoas que ela tanto ama cantando parabéns do hall do meu prédio. Passamos uma tarde deliciosa, com pessoas muito queridas, vídeo com melhores momentos da vida da minha querida mãezinha, com crepe, bolo e parabéns, e com os tradicionais discursos da família Goloni (intermináveis, cheios de emoção e lágrimas, mas pra nós eles já fazem parte da nossa história).

O que eu falei da minha mãe? Que era difícil falar da minha mãe porque eu estava falando da minha melhor amiga e grande companheira, da pessoa que sem me abraçar, dar a mão, me fazer sentar no seu colinho, sem dizer muito “eu te amo” ****, fez com que eu sempre me sentisse abraçada, amparada, guiada e amada. (**** os Goloni não são muito de beijos, abraços e “eu te amo”, mas está aprendendo a ser agora, o que está sendo uma deliciosa descoberta – obrigada queridas Cinília e Sandra Braid, foi com vocês que eu aprendi, comecei a treinar, foi estranho no começo, mas hoje acho uma delícia). Disse que a força da minha mãe, sempre pegando no meu pé e sendo muito dura comigo, bem mais do que com meus irmãos (também, acho que eu dei – e dou até hoje – mais trabalho do que os dois juntos), me tornou a mulher e a mãe que eu sou. Devo a ela todos os valores que trago no meu coração. Assim, querida mãezinha, feliz aniversário, te amo muito mais do que você possa imaginar (apesar de ainda morrer um pouquinho de medo de você até hoje…..rsrsrsrs).

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Depois escrevo sobre as atividades do dia 11 de setembro na VIDAS, porque eu não tenho muita noção do que aconteceu sábado…..e isso é ótimo!!!

Agosto…

Agosto foi um mês diferente pra nós, tão diferente que nem colocamos o relato semanal das atividades aqui no blog. É que, devido ao InterBand, não pudemos usar as quadras durantes 3 semanas, o que foi uma ótima oportunidade para usarmos nossa imaginação, fazermos atividades diferentes e nos conhecermos melhor.

Ah, e começamos um novo momento do nosso trabalho, iniciando um trabalho mais específico dentro dos grupos de participantes (eles agora estão divididos em 3 grupos) e a inclusão de novos participantes é feita dentro das possibilidades/vagas de cada grupo. Também começamos um trabalho mais intenso de fisioterapia, com os participantes fazendo fisio individualmente ou em pequenos grupos ao mesmo tempo em que as atividades físicas e esportivas acontecem  na quadra.

Eis aí o que aprontamos em agosto:

07 de agosto

  • Os nossos participantes mataram as saudades dos amigos e da bola na quadra.
  • Profissionais de diversas áreas (educação física adaptada, terapia ocupacional e psicologia) vieram fazer treinamento e capacitação para futuramente serem nossos voluntários.
  • Os pais/mães tomaram chazinho da tarde, para colocaram as novidades das férias em dia e aproveitamos o lanchinho para comemorar os aniversários de julho e agosto.

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14 de agosto–InterBand

  • Participantes vieram ao Band para assistirem aos jogos
  •  Alunos-voluntários vieram ao Band para fazer treinamento e capacitação

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21 de agosto – Bingo e Bazar – InterBand

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28 de agosto – InterBand – Artes e Teatro

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28 de agosto – Entrega de medalhas aos alunos do InterBand

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para ver mais fotos do mês de agosto, clique aqui

Campanha dos anéis de latinha

por Patricia Goloni Lolo

Não é lenda não!!!! Acho que muitos de vocês já ouviram falar que essa história dos anéis de latinha era lenda. Mas não é: a empresa responsável por essa campanha é a Frato Ferramentas (http://www.frato.com.br/institucional_responsabilidade.php), que troca 120 garrafas de 2 litros cheias de anéis de latinha por 1 cadeira de rodas.

Tudo começou com uma iniciativa em maio desse ano do Grêmio do Bandeirantes em apoio à VIDAS. E hoje, dia 3 de setembro, temos 79 garrafas. Nosso objetivo coincide com o objetivo anunciado no site da Frato: despertar nas pessoas o conceito de cidadania, solidariedade e a consciência ambiental.

Uma das melhores “conseqüências” do trabalho com a VIDAS tem sido descobrir as pessoas, seus talentos, sua vontade de ajudar, seu carinho…..acredito que no fundo eu nunca tinha me dado a chance de descobrir as pessoas (mas esse assunto daria um outro texto enorme para o blog….). Tudo o que tenho vivido confirma minha “teoria” de que a maioria das pessoas tem em si um grande desejo de ajudar, de fazer algo pelo próximo, mas falta-lhes a oportunidade. Uma vez que você lhes proporciona essa oportunidade, elas a abraçam com carinho e dedicação. E foi justamente isso que senti durante todo esse 1.o semestre….e com a campanha dos anéis de latinha não foi diferente. Tem sido uma delícia entrar em sala de aula e receber desde garrafas e sacos plásticos cheias de anéis até 1, 2, 3 anéis na palma de carinhosas mãos. Ouvi até dizer que alguns alunos “roubam” alguns anéis da garrafa que sempre fica na cantina para trazê-los pra mim na aula. Mesmo discordando do método, não posso deixar de dar crédito à vontade de querer participar.

E essa vontade de querer participar, tem rendido histórias emocionantes. Quero dividir com vocês uma delas, a história que aconteceu com a família Dantas Valverde, a saber: a querida Prof.a Rosângela de espanhol, Franklin, marido da Rosângela (e meu entrevistador favorito – tudo bem que até hoje, Franklin, você foi meu único entrevistador, mas, mesmo quando eu tiver um monte deles, você vai continuar sendo meu favorito….a primeira entrevista a gente nunca esquece…..), Rodrigo, “figuraça” encantadora da 3H1 e Fernando, que ainda não tive o prazer de conhecer.

Voltando à história…..durante um almoço da família Valverde, a Telma, que trabalha com eles, viu o Franklin retirando o anel de uma latinha e quis saber pra que ele os estava juntando. O Franklin contou a história da VIDAS e da campanha pra ela. A Telma também junta os anéis para vendê-los: a cada 40 garrafas consegue R$ 80,00, o que equivale pra ela a um dia de trabalho. Bem, depois de ouvir do Franklin a respeito da campanha e da VIDAS, ela disse que traria uma das garrafas que havia juntado pois sua irmã também é cadeirante e ela sabe como é tudo difícil. E assim o fez nos dando não só 1, mas 3 de suas Sem título-1 cópiagarrafas. É isso aí, Telma (cuja foto colocamos aí ao lado), nosso agradecimento especial a você, que nos tocou com sua atitude. Como diz meu querido “São Francisco de Assis”, é dando que se recebe…..que você receba em dobro/triplo/quádruplo…… o carinho e a emoção que você nos deu.

Obrigada a você, Telma, e a todos vocês que estão colaborando com nossa campanha, em especial a Prof.a Sílvia Guitti (difícil traduzir em palavras a admiração que eu tenho pela Sílvia). Um obrigada proporcional ao número de anéis de latinha em cada garrafa.

Junte também anéis de latinha e participe da nossa campanha!!