Mídia

Palavra de professor: escolas da zona sul de São Paulo

Escolas no topo do ranking da região apostam em métodos diferentes de ensino

estadao

Móbile: contra o senso comum

O principal diferencial da Escola Móbile, segundo o professor de estudos literários e coordenador de Humanas, Wilton Ormundo, é a ênfase na formação cultural. Ele conta que o Móbile estimula o interesse pela cultura durante as aulas e no cotidiano dos alunos, fora das salas. Um exemplo é o cinema. “Achamos importante essa questão e pensamos no que podemos fazer para nosso estudante entender e valorizar mais essa arte.” Wilton diz que fica com a sensação de dever cumprido ao encontrar ex-alunos em peças de teatro ou lançamentos de livros. “É bom ver que viraram pessoas autônomas, que sabem escolher os melhores produtos culturais da cidade, fugindo do senso comum.”

Bandeirantes: foco na performance

O Bandeirantes é competitivo e a professora de inglês Patrícia Lolo, de 42 anos, tem orgulho disso. “É um aspecto que nos destaca. Os alunos que saem daqui acham tudo na vida fácil, não se desesperam com cobranças no trabalho”, diz. “Olhamos os adolescentes e pensamos em quem eles vão ser depois que saírem daqui. Isso nos motiva.” Apesar de ser rígido, o colégio se preocupa bastante com o bem-estar dos alunos e professores, conta Patrícia. Um exemplo foi quando aceitou virar sede da ONG para crianças e adolescentes com deficiência criada pela professora. “Fiz a proposta porque meu filho de 9 anos é deficiente. Eles aceitaram e percebi que, para a escola, não sou só uma profissional.”

Etapa: valorizando a prata da casa

Muitos alunos do Etapa retornam à escola como professores. Simone Ferreira Gonçalves Motta, de 43, dá aulas de gramática e redação no colégio há mais de 20 anos. No final dos anos 80, teve oportunidade de fazer cursinho no Etapa e se destacou. Assim que passou em Letras na USP, foi chamada pelo colégio para trabalhar. “O Etapa tem uma política de aproveitar o potencial das pessoas de dentro. Como eu havia acabado de entrar na universidade, não podia dar aulas. Comecei como atendente e, assim que me formei, a sala de aula já esperava por mim.” Outros professores do colégio foram alunos de Simone. “São meus colegas, mas me chamam de professora até hoje”, conta, orgulhosa.

Maria Imaculada: além do vestibular

O Colégio Maria Imaculada segue os preceitos de madre Carmen Sallés, religiosa espanhola morta em 1911, que pregava uma educação preventiva para evitar os erros que pudessem ser cometidos pelos alunos, como o envolvimento com as drogas. Fruto disso é uma educação personalizada, que a professora de história e sociologia da escola Fabiana Scoleso elogia e segue. “O nosso objetivo é formar o aluno na sua totalidade e não alguém que vai só prestar vestibular. Devemos entender o jovem como cidadão, filho, aluno e estudante. Eu mesma me preocupo em educar jovens com condições de responder não só ao mercado de trabalho, mas às questões éticas do dia a dia”, define.

Reportagem na Revista Competir – Sports Marketing #02 – Julho 2010

page 2apage 1a

Reportagem na Revista Reação

revista reação 1

revista reação 3 cópia

VIDAS no Canal Universitário – TV São Marcos

Entrevista dada por Patricia Goloni Lolo a Franklin Valverde da TV São Marcos (Canal Universitários – net canal 11)

Tema: Inclusão da Criança com Deficiência

Entrevista dada a TV Brasil em 17 de maio de 2010

Reportagem na Folha de São Paulo – 14 de maio de 2010

“Barreira humana é pior do que escada”, diz mãe

FABIANA REWALD DA REPORTAGEM LOCAL

barreira humana cópia

Foram oito anos de busca até que Patrícia Goloni Lolo, 41,
ouvisse de uma dirigente de escola que seu filho seria aceito sem restrições. Antes disso, ao menos cinco colégios, com mensalidades de até R$ 2.000, usaram as mais diferentes desculpas para dificultar a matrícula de Gabriel, 8, cadeirante. “As barreiras humanas são muito piores do que qualquer escada”, diz a mãe.

Hoje, Gabriel está no 3º ano do colégio Maria Imaculada (zona sul de SP). Mesmo sem estar totalmente adaptado para deficientes, o colégio se dispôs a trabalhar com Patrícia para oferecer boas condições de estudo a Gabriel. “A escola aceitou esse desafio. Nunca vi meu filho tão feliz e tranquilo quanto hoje.”

Professora do Bandeirantes, assim como o marido, ela desenvolve no colégio onde trabalha o projeto Vidas (Vivência e Inclusão da Pessoa com Deficiência Através de Atividades e Sensibilização), criado há dois meses, que oferece atividades esportivas para crianças e adolescentes com deficiência física.

Patrícia diz que dará a Gabriel a chance de escolher se quer continuar onde está ou se mudará para o Bandeirantes no 6º ano -quando se inicia o ensino no colégio.

Da Folha de São Paulo.

 

Dia Municipal pela Educação Inclusiva – 14 de abril

 

Vídeos da apresentação na Câmara Municipal de São Paulo em 14 de abril de 2010

Parte 1

Parte 2

 

http://miud.in/3Hp – parte 1

http://miud.in/3Hq – parte 2